PREFÁCIO PARA A ANTOLOGIA “O FUTURO FEITO PRESENTE”, DO GRUPO ECOS DA POESIA

 

 

 

 

 

Prefácio para a 1ª Antologia Poética do

Grupo Ecos da Poesia “O Futuro Feito Presente”

 

 

CANTEMOS, POETAS!

 

           

Cantemos, poetas, cantemos juntos e bem alto, a melodia deste “FUTURO FEITO PRESENTE”, entoemos o nosso hino a este “SONHO TORNADO REALIDADE”!

 

Rejubilemos, pois, unidos pelo coração e de mãos dadas, por esta “1ª. ANTOLOGIA POÉTICA DO GRUPO ECOS DA POESIA”.

 

A este desafio ergueu corajosamente a espada da palavra, qual pequeno David frente ao gigante Golias, um homem de letras, espírito nobre e sensível, amante da Poesia e amado pelos poetas. Seu nome, Victor Jerónimo, o poeta que bem sabe que “viver sem a intensidade dos nossos desafios é perder a oportunidade de existir”. Mais… na sua visão holística, ele sentiu que não travar esta batalha era, também, perder a oportunidade de dar vida e voz a tantos poetas nascituros que raramente sobrevivem, sufocados pela impossibilidade de gritarem ao mundo as suas revoltas, os seus sonhos, os seus anseios e esperanças, correndo o risco de morrerem à nascença, deixando o mundo mais pobre. Pretendeu, ainda, o impulsionador desta obra, irmaná-los, num sentimento comum e fraterno, com outros poetas que, pelo seu comprovado mérito, oportunidades e, admitamos, desígnio Cósmico e Divino, já se impuseram no panorama literário, brindando-nos com a sua voz poética privilegiada e contribuindo com o seu verbo para o aprimoramento da sensibilidade humana.

 

Desta vez, o desafio foi mais longe. Foi proporcionar-lhes o ensejo de verem as suas vozes impressas no papel, nesse bordado mágico, por vezes hipnótico, do incomparável instrumento de cultura que é o LIVRO. Isto, no prosseguimento da sua linha iniciática de divulgação virtual, através do site  http://groups.msn.com/ECOS DA POESIA, por si idealizado e gerado, para acolher em amor e fraternidade os fiéis adeptos da deusa Poesia.

 

Para Victor Jerónimo, para sua esposa, Mercedes Pordeus, e para todo o restante “staff” de apoio ao ECOS DA POESIA, o nosso muito e muito obrigado! Convosco estará eternamente o nosso carinho! A nossa gratidão vai também para o ilustre poeta Celso Brasil, director da Editora Abrali, que tornou possível a realização deste sonho. Para os poetas, nossos irmãos, que formam o imprescindível corpo desta obra, os nossos aplausos e os votos de valor reconhecido e engrandecimento futuro.     

 

Que a todos Deus proteja e cumule de bençãos!     

Nesta Antologia, todos caminharão de mãos dadas, os mais e os menos conhecidos, mostrando ao mundo que a Poesia não só é a arte mais nobre da literatura, como é, também, aquela onde mais se evidencia a pureza de sentimentos, no repúdio pela injustiça, pela opressão dos fracos, pela ambição do poder, pela diferenciação das classes sociais. Aquela que mais arduamente pugna pela igualdade dos direitos humanos, cívicos e sociais, e pela defesa das nossas crianças, vitimizadas pela fome, pelas condições de sobrevivência sub-humanas e, como se já não bastasse, expostas na sua inocência ao prazer libidinoso dos homens-Bestas.

 

É preciso mostrar ao mundo que a Poesia não é só lirismo, exercício intelectual, passe de ilusionismo encantatório; foz onde desaguam rios de amores incompreendidos, confessionário de paixões frustradas, muros de lamentos de solidão. É preciso mostrar ao mundo que a Poesia é literatura, sim, mas é também Amor, Fraternidade, Solidariedade e, principalmente, Grito e Denúncia.

 

O poeta sempre foi, e continua a ser, um idealista, um guerreiro, que, semelhante a um D. Quixote lutando contra moinhos de vento, empunha a Palavra como arma, para continuar a travar uma remota e morosa batalha por um Mundo melhor. Quem sabe, um dia, os senhores da guerra não se renderão à Paz gritada pelos poetas…

 

Como uma apaixonada que sou pela Poesia, só poderia terminar estas minhas breves palavras com um apontamento poético.

                                  

 

Seja escrita ou falada

Seja rimada ou cantada

A Palavra é milagrosa…

Tão milagrosa que a gente

A manipula e a sente

Como arma poderosa

 

E para todo o poeta

A Palavra é a dilecta

E eterna amante fatal…

E o poeta quando parte

Só deixa como estandarte

A sua amante imortal!

 

Viva a Palavra! Viva a Poesia! Que a nossa Antologia seja mais um Grito!

                                              

Carmo Vasconcelos

Lisboa, 2004-12-13

 

  

 

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