PREFÁCIO PARA O LIVRO “NA PELE DA POESIA”, DE LUIZ GILBERTO DE BARROS (LUIZ POETA)

 

 

 

 

AFLORANDO UM PREFÁCIO PARA O LIVRO

“NA PELE DA POESIA”,

DE LUIZ GILBERTO DE BARROS

(LUIZ POETA)

 

 

A primeira dúvida que se me põe é se “Na Pele da Poesia”, de Luiz Gilberto de Barros, precisaria de um Prefácio. Quem não conhece Luiz Poeta (pseudónimo do autor), o Poeta, Músico e Cantante, o Homem de Letras e Professor, entre muitas outras actividades e Artes? 

Escrever sobre esta personalidade tão rica só pode ser um acto de Amor, nunca um documento crítico técnico/literário, que sempre seria uma pálida sombra a testemunhar o extraordinário pendor literário, artístico e humano deste autor tão prodigiosamente multifacetado. 

Um acto de Amor foi também, decerto, a sua solicitação para  colocar palavras minhas no seu Livro. Isso me encheu de uma temerosa alegria e, simultaneamente, de um inegável orgulho pela honra de, humildemente, integrar a sua obra.  Não conheço Luiz Poeta fisicamente, mas a simbiose afectiva gerada entre nós, virtualmente, através da escrita que ambos perfilhamos e amamos, bem como da sua música e ímpar personalidade expressa através de ambas as artes, permite-me dizer que o considero uma alma experienciada, transportadora de mil vivências preciosas que, ao longo de muitas vidas terrenas, foram polindo um diamante desde a sua forma primordial até à jóia de pureza, irisada de mil fulgores, que se alberga no Homem  que hoje temos o privilégio de conhecer.  

Os primeiros vocábulos que me afloram à mente ao evocar Luiz Poeta são: sensibilidade, altruísmo, amor universal, humildade. Toda a sua Poesia é reflexo desta panóplia de sentimentos que, coroados por uma inspiração invulgar e um verbo impecavelmente lapidado, acutilante e pleno de sabedoria, nos oferecem uma obra poética digna de alinhar com os melhores Mestres de ontem e de hoje. Não há comparações a fazer entre este autor e outros. Atrevo-me a dizer que ele absorveu o raio mais luminoso de cada um dos iluminados, tornando-se um feixe iridiscente incomparável.

Luiz Poeta nasceu no Brasil, mas no seu sangue corre a seiva dos antepassados portugueses. Nos seus arquétipos vibram duas Pátrias geradoras de mártires e heróis, de vates e trovadores, rebeldes e inconformados com as injustiças sociais e a desumanidade assente no poder e na ambição sem limites.  Uma mistura consanguínea e memorial, só por si, prodigalizadora dos caracteres mais nobres, das mais elevadas aspirações ideológicas, esgrimidas ao longo de séculos pela espada e/ou pela pena.

Isto, obviamente, não é tudo  o que é possível extrair da obra de Luiz Gilberto de Barros. É apenas o que eu  vislumbro com os olhos da alma e do coração.

“Na Pele da Poesia” ou “A Poesia na Pele”? … Deixo para os leitores a resposta, já que a obra de Luiz Poeta será muito mais eloquente do que eu e do que a emoção me impediu de expressar.

 

Carmo de Vasconcellos

Lisboa/Portugal

11 de Junho de 2007

 

 

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