MARIA CRISTINA ALIAGA LUNA & CARMO VASCONCELOS EM TRADUÇÃO

 

 

SED DE POESIA

Maria Cristina Aliaga Luna

 

 

 

¡Ojo, queridos poetas!

Tened cuidado

Pues en los versos trasnochados,

Aguarda, atento, el CUENTO.

Yo, lo he visto,

Lo he sorprendido

Alargándome los versos.

¡ Cuidado!

No lo dejéis escalar

A la cima de tu verso

Porque en un trance de

Hipnóticos intentos,

Engaña,

Conquista

Y diseña candentes melodías,

Justo, allí, donde muere la POESIA.

 

¡OJO! Queridos poetas,

Tened cuidado

Debéis encadenaros de por vida

Al éxtasis rojo de la palabra POESIA.

Debéis, en un pacto eterno, asir

Eterno, el ígneo resplandor del vocablo

POEMA.

 

¡ OJO, POETAS!

No os dejéis hipnotizaros por el luengo

Discurso del  Cuentista.

¡Huye, corre!

Que no te alcance.

Que no te aprisione.

Hazte invisible

Entre zarzamoras y suspiros, mas,

NO dejes que te  atrape.

No escuches su voz besando tu oído,

No escuches su aletear de tiempos,

Su silabeo de renglones infinitos.

¡No, no lo escuches, no lo oigas!

No, no lo hagas

Para que no devore de tu alma

Este breve espacio que se llama

POESIA.

***

En un solo dia no podemos cambiar el desierto,

pero podemos comenzar creando un pequeño oasis.

***

MARIA CRISTINA ALIAGA LUNA

CHILE (c)

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ 

 

SEDE DE POESIA

Carmo Vasconcelos

 

 

Atenção, queridos poetas!

Tenham cuidado

porque nos versos obsoletos

aguarda, atento, o CONTO.

Eu vi-o

surpreendi-o

ampliando-me os versos.

Cuidado!

Não o deixeis sobrepor-se

ao teu verso

porque num transe de

hipnóticos intentos

ele engana

conquista

e desenha abrasadas melodias,

precisamente ali, onde morre a POESIA.

 

ATENÇÃO! Queridos poetas,

tenham cuidado

  deveis encandear-vos dando vida

ao êxtase rubro da palavra POESIA.

Deveis, num pacto eterno, manter

o ígneo resplendor do vocábulo

POEMA.

 

ATENÇÃO, POETAS!

Não vos deixeis hipnotizar pelo longo

discurso do Contista

Foge, corre!

Que ele não te alcance.

Que não te aprisione.

Faz-te invisível

entre silvados e suspiros, mas,

não deixes que ele te apanhe.

Não ouças sua voz beijando o teu ouvido,

não escutes o seu adejar de tempos,

seu silabar de regras infindas.

Não, não o escutes, não o ouças!

Não, não o faças

para que ele não devore da tua alma

este breve espaço que se chama

POESIA.

***

Não podemos mudar o deserto num só dia,

mas podemos começar criando um pequeno oásis. 

***

CARMO VASCONCELOS

Lisboa/Portugal/2007

http://www.cecypoemas.com/Carmo%20Poemas.htm

  

 

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