ALFONSINA PAIS & CARMO VASCONCELOS EM TRADUÇÃO

 

 

HABLAR DE AMOR

Alfonsina Pais

 

 “El verdadero amor no se reduce a lo físico ni a lo romántico.

El verdadero amor es la aceptación de todo lo que el otro es,

de lo que ha sido, de lo que será y de lo que ya no es…”

                                                     Memorias del Príncipe MC

 

 

Hablar de amor en versos

es sentir en mi boca tus besos

atracción, fuego, locura, emoción

deseos,  ansiedades que nacen en lo profundo del corazón.

Vibraciones que llegan al alma

que juegan con la misma calma

despertando la magia y el misterio

que provocan anhelos inmensos sin explicación.

Sentir la maravilla de poseerte adosado a mí

aunque no estés aquí.

Confundir el dolor de no tenerte

con el raro efecto de la muerte.

Desgarro de un vacío inmenso

donde el no verte contradice tanto sentirte

que lastima y abre heridas

que se cierran milagrosamente cuan tú conexión aparece.

Hablar de amor con rimas

descubriendo lo que en el “yo” anida

aunque bien se corra el riesgo

de dejar al descubierto toda la debilidad

que conlleva un amor real.

Jugársela de frente, ignorando el temor

que se siente al revelar

con la mayor sinceridad

lo frágil que es en realidad.

Hablar de amor, sea de cualquier manera,

en rima, verso o prosa

delineando con las palabras un poema

tan solo para decir

las bendiciones y el tormento

que traspasan dulce o ferozmente la piel

pero seguir sintiendo

que tú nombre sabe a miel.

 

Hablarte de amor a ti…

A ti que eres mi compañero

todo un regalo del cielo

lo mejor, lo valedero

que ha llegado hasta a mí.

 

*** 

Alfonsina Pais

Argentina/Octubre/2005

 

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FALAR DE AMOR

Carmo Vasconcelos

 

"O verdadeiro amor não se limita ao físico nem ao romântico.

O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é,

do que foi, do que será, e do que já não é…"

                                                       Memórias do Príncipe M.C.

 

 

Falar de amor em versos

é sentir teus beijos na minha boca

atracção, fogo, loucura, emoção

desejos, ansiedades que nascem no âmago do coração.

Vibrações que chegam à alma

que jogam com a mesma calma

despertando a magia e o mistério

que provocam ânsias imensas sem explicação.

Sentir a maravilha de possuir-te colado a mim

ainda que não estejas aqui.

Confundir a dor de te não ter

com a estranha sensação da morte.

Pungência de um vazio imenso

donde o não ver-te contradiz tanto sentir-te

que magoa e abre feridas

que se fecham milagrosamente quando te sinto junto a mim.

Falar de amor com rimas

descobrindo o que nele "eu" habito

mesmo que se corra o risco

de deixar a descoberto toda a debilidade

que implica um amor real.

Enfrentá-la, ignorando o medo

que se sente ao revelar

com a maior sinceridade

quão frágil é na realidade.

Falar de amor, seja de que maneira fôr,

em rima, verso ou prosa

desenhando com as palavras um poema

apenas para dizer

as bençãos e os tormentos

que trespassam doce ou ferozmente a pele

mas seguir sentindo

que o teu nome sabe a mel.

 

Falar-te de amor…

A ti que és meu companheiro

todo um presente do céu

o melhor, o verdadeiro

que chegou até mim.

 

*** 

Carmo Vasconcelos

Lisboa-Portugal/Outº 2005

 

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